quinta-feira, 11 de setembro de 2014

E NOSSO MUNDO ACABOU

(INTRODUÇÃO)



(Obs.: História utópica sobre um fantástico fim do mundo...) 

Então o mundo acabou... Na tarde daquele 21 de dezembro de 2012 ocorreu o que há muito estava previsto, mas que ninguém acreditava ser possível! Mas não foi da forma que se imaginava ou especulava.
Aquele dia não amanheceu para os olhos dos seres que aqui viviam, sejam homens ou animais. De repente, todo o céu do globo, em todos os confins da terra, estava coberto por um manto negro de nuvens como se estivesse prestes a cair a maior tempestade de todos os tempos. Mais negras, densas e elevadas que as próprias do Dilúvio Bíblico de Noé. Cobriram completamente o firmamento e nem luz do Sol, nem brilho das estrelas ou da lua podiam passar por suas espessas paredes gasosas. O Breu era tamanho que mal as luzes artificiais de carros ou postes de iluminação pública davam conta de iluminar os locais e as pessoas que aí estavam e que corriam amedrontadas ao conforto e segurança de seus lares...
Conta-se que o paredão de nuvens surgiu em meio ao oceano Pacífico, já no primeiro segundo daquele dia 21 e estendeu-se, de oriente para ocidente, minuto a minuto, como uma imensa cortina que se fecha encobrindo o palco ao findar o espetáculo.  Estaria pois, findo, o espetáculo humano sobre a Terra?  Teria já soado o último acorde da Sinfonia Terrestre?
Não houve o irromper da manhã. As pessoas acordaram pois seus despertadores gralharam na hora de costume... tomaram seus desjejuns (ou mantiveram o jejum) e seguiram suas vidas, pois é mais fácil ignorar o que é diferente que tentar entender. Na verdade, é impossível se aperceber de algo para o qual não temos o desenvolvimento mental e espiritual necessário para ver, mesmo que não o entendamos, de início. E assim, uns ficaram em casa, outros foram trabalhar, outros queriam aproveitar as férias e praguejaram a “chuva” que se formava que impediria o divertimento...
Porém, como se a energia da Terra fosse lábil e exclusivamente dependente da luz solar, aos poucos, os aparatos eletro-eletrônicos começaram a falhar e desligar-se. Artigos movidos a pilhas e baterias foram os primeiros. Relógios, calculadoras, brinquedos, máquinas fotográficas, aparelhos celulares, todos foram deixando de funcionar. Com isso, muitas pessoas já ficaram em desespero, sentindo-se isoladas do mundo sem suas preciosidades eletrônicas para conectá-las aos outros.
Na sequência, foi a vez dos aparelhos de som e imagem, dos computadores, dos eletrodomésticos. O caos começou a se instaurar por toda parte! Empresas cessavam suas atividades; indústrias paravam suas linhas de produção; hospitais entravam em alerta e a correria era geral devido a pane total dos aparelhos e equipamentos de suporte de vida e monitoramento, e muitos se preparavam para fazer uso de seus geradores de emergência movidos a combustível fóssil; o comércio fechava suas portas com medo de ondas de vandalismo que pudessem ocorrer acompanhando a escuridão.
Mais tarde, foi a vez da energia elétrica predial e viária finalmente acabar! Ninguém entendia! Nenhum acidente, nenhuma avaria detectável, nenhum raio vindo das negras nuvens, nenhuma queda de barreira, nada que justificasse, em nossa compreensão, tal crise energética global. Contudo, não se sabia que era global até então, pois, qualquer comunicação que não fosse feita de forma escrita (de próprio punho) ou falada (pessoalmente), estava completamente impossibilitada. O homem tornara-se refém de sua própria tecnologia (ou da ausência dela, por assim dizer!) e mergulhara de cabeça nas trevas da ignorância...

(Continua...)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

SOBRE AMORES E CONCHINHAS



O texto abaixo, de Nathalí Macedo, foi publicado no site Entenda os Homens, mas me fez lembrar de um outro, de minha autoria, que publiquei alguns meses atrás (http://anavalhadepoda.blogspot.com.br/2014/04/como-se-diz-eu-te-amo.html)

“Felicidade pra mim é pouco. Eu preciso de euforia.” Essa máxima tem mais adeptos do que se pode imaginar. Em um mundo de baladas alucinantes e sexo fácil, não é de se estranhar que as verdadeiras parcerias sejam cada vez mais raras. Isso porque o conforto da conchinha em dias frios e do filminho a dois no domingo não tem sido suficiente para satisfazer enérgicos caçadores de êxtase.
A verdade é que algumas pessoas precisam estar em estado permanente de paixão. Só dançar não basta – é preciso ultrapassar todos os limites do seu corpo; só amar não basta – tem que ter orgasmos múltiplos todo dia; se identificar com a profissão não basta – É preciso gostar tanto do trabalho a ponto de ficar ansioso pela segunda-feira.
E os relacionamentos têm obedecido – lamentavelmente – esse vírus moderno da insaciabilidade aguda. Arrisco dizer que é por isso que as verdadeiras parcerias caíram de moda. Não se troca mais a liberdade da solteirice pelo tédio que um relacionamento estável supõe. Mas quem se recusa a essa troca certamente desconhece a sensação surreal de uma conchinha. De gargalhadas épicas assistindo a um programa de humor sem graça no sábado à noite. Do tesão inigualável de um sexo com amor (sexo com amor, não necessariamente sexo amorzinho).
As parcerias ainda estariam “em alta” se as pessoas parassem de esperar delas essa tal euforia. Espera-se sexo avassalador diariamente quando, às vezes, se pode querer simplesmente pegar no sono depois do jantar. Espera-se conversa e tagarelices sem fim enquanto se pode, vez ou outra, querer simplesmente permanecer em silêncio – e, calma, isso não é um problema.
Achar que todo relacionamento se sustenta na base do sexo três vezes ao dia e ter certeza de que há algo de errado se o outro recusa é uma utopia. O amor é poder ser você mesmo. Poder assumir que quer só dormir de conchinha – sem tabus, sem a obrigação da paudurecência permanente. Sentir-se bem com o outro de chinelo e camisa de propaganda, sem maquiagem e descabelada. Eu diria que amar é, acima de tudo, sentir-se à vontade. Sem pressa, sem euforia, sem regras estabelecidas. Porque amor é liberdade.
É preciso aceitar o outro em todas as suas versões, inclusive nos dias ruins. A rotina é o preço que se paga pra se ter um grande amor sempre ao lado – um preço irrisório quando ela se torna absolutamente deliciosa. E isso só é possível ao lado de quem se ama. Apaixonar-se é bom. Mas o amor tem privilégios que só podem ser desfrutáveis na calmaria.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

PASSADO E FUTURO, APENAS. O PRESENTE NÃO EXISTE!




O ser humano é dotado de uma capacidade incrível de racionalização do tempo, que é imprescindível para a organização social da comunidade e para auxiliar o entendimento de todos enquanto civilização. É interessante notarmos que existem ciências "atemporais", por assim dizer, como as ciências exatas, pois não sofrem variação com o passar do tempo.
Porém, já a maioria das demais ciências é completamente "temporal", haja vista se relacionarem com a linha do Tempo das mais diversas formas, seja estudando-a, citando-a ou evoluindo e alterando seus princípios com o passar desta.
Temos que: 
As ciências humanas, devido as suas bases, assim como a condição humana em si, tem um caráter múltiplo: ao mesmo tempo em que engloba características teóricas em ramos tais como lingüística, gramática e filosofia, engloba características práticas através do jornalismo, comunicação social e direito e também engloba características subjetivas, quando entra no ramo da arte. Geralmente definidas como ciências “não-exatas” e de grande margem subjetiva, as ciências humanas são também muito profundas, complexas e de grande importância na sociedade, afinal sem matemática e engenharia não se pode sobreviver, mas sem arte e sem compreensão do mundo, não se pode viver. As ciências humanas são as disciplinas que tratam dos aspectos do homem como indivíduo e como ser social, tais como a antropologia, filosofia, história, sociologia, ciência política, lingüística, psicologia, pedagogia , economia, geografia e o direito. As Ciências Humanas se ocupam da humanidade e dos seres humanos. Englobam, portanto, o pensamento e a produção de conhecimento sobre a condição humana a partir de discursos específicos.
Tudo isso é muito belo e verdadeiro. Mas cabe uma reflexão sobre presente e cronologia, partindo dos pressupostos que:
A cronologia é a ciência cuja finalidade é a de determinar as datas e a ordem dos acontecimentos históricos, principalmente descrevendo e agrupando numa seqüência lógica. Esta disciplina insere-se numa ciência maior, que é História. A palavra cronologia deriva do termo grego chronos, que significa tempo, e logos que quer dizer estudo, assim cronologia é o estudo do tempo.

E:
Presente é um termo para designar o tempo do agora, que não é nem passado nem futuro. Como o tempo é algo que flui constantemente sem pausas, é impossível marcar o presente já que a cada intervalo de tempo que passa o presente vira passado, assim, o presente é constante e infinito.

Assim sendo, notamos que as ciências "não-exatas", de um modo geral, são suscetíveis à cronologia. Estando elas inseridas no contexto da História, sendo que referem-se ao tempo, descrevendo o que passou, aperfeiçoando-se ao longo dos anos ou estimando o que virá, as referências sempre são o Passado ou o Futuro, mas jamais, o Presente. 
O ser humano é um ser temporal e cronológico, logo, não consegue viver sem estabelecer uma relação temporal com a qual possa organizar sua vida social. E tão impossível para o homem viver sem colocar-se dentro da linha do Tempo e, concomitantemente, tão difícil de se adaptar à fluidez deste Tempo, que apodera-se de uma parcela do mesmo e passa a nominá-la de "Presente". Mas o que é este Presente? Depende do observador: o Presente pode ser a hora de agora, o dia de hoje, esta semana, o ano... Tão variável quanto a necessidade pedir, para mais ou para menos, mas sempre um fragmento composto de um Passado breve e o Futuro imediatamente após.
O presente é um ponto virtual infinitesimalmente curto, que nada mais é que a união de duas linhas contíguas e longas, sejam elas o Passado e o Futuro. Desta forma, ao formularmos um pensamento, no momento que tomamos consciência dele, o mesmo já é Passado; e a ação que dele advém ainda é Futuro; contudo, a ação passa a ser Passado ao se realizar e suas conseqüências estarão no Futuro imediato e assim, sucessivamente!
Desta feita, podemos perceber que, deveras, o Presente, como Tempo Real que estamos acostumados a lidar, não existe! O Presente não é um tempo, mas um ponto de transição no qual o Futuro torna-se Passado.
Então, entendendo e aceitando este fato, podemos concluir de modo um tanto quanto poético, que "caminhamos constantemente com um pé no Passado e outro no Futuro"!
Se vivemos tão atrelados ao Passado, só nos resta cuidar com nossas escolhas de vida e fazer com que o Futuro seja bem aproveitado assim que chegar para tornar-se novo Passado, e assim, não nos arrependeremos de termos desperdiçado o Presente, que não existe!
Fraternais Saudações
.'.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

PARA QUE SER INICIADO???

Este texto é retirado do Site da Maçonaria Feminina (https://www.facebook.com/pages/Ma%C3%A7onaria-Feminina/471981189501343?sk=info) e serve para meditarmos sobre um dos "porquês" de existirem sociedades filosóficas. Vale a pena ler e meditar.

A ORDEM DEMOLAY NÃO DEVERIA EXISTIR !
Dia desses fui acompanhar a sindicância de um menino de 14 anos, pretendente a ser iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faço parte.
Estávamos em um grupo de 4 pessoas para esta sindicância. Além de mim, iam meu filho e mais dois DeMolays.
Chegamos na casa do menino e a sindicância começou como começam todas as sindicâncias, os DeMolays explicando ao candidato o que é a Ordem, como ela se iniciou, seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc, etc...
Na minha posição de Tio eu só escutava as explicações, acompanhava as perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.
Porém, eu percebia que o candidato ficava incomodado com as respostas e acabava questionando com mais ênfase determinados pontos até que ele perguntou:
“- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe, quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e etc, mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”
Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto meu filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de “putz, é verdade, eu não tinha pensado nisso.
E agora, o que eu respondo?”.
Aí todo mundo olhou para mim, esperando uma ajuda na resposta e eu fui obrigado a dizer algo. Mas eu acho que eles não esperavam a resposta que eu dei.
Disse assim:
“- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também não deveria existir”.
Nossa!!! a cara de pânico dos meninos era hilária. No mínimo eles pensaram “Este cara ficou doido. A gente vem tentar trazer mais um membro para nossa Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco”.
Aí eu tive de continuar a explicar minha “teoria”:
“- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir crianças abandonadas pelos pais. Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar. Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a desonestidade não deveria existir. Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir. Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de imbecis que usam uma camisa de outro time. Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos e valores morais e que pensem como nós. E para isso que existe a Maçonaria e a Ordem DeMolay, por exemplo. Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos pais e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo com a correria da vida. No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo eu proponho o fim da Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer ter você conosco.”
Hoje este candidato não é mais candidato, pois foi iniciado DeMolay logo depois.
Mas o que mais me deixou feliz foi escutar esta minha teoria repetida por um dos meninos que estavam participando daquela sindicância para outro candidato à Ordem DeMolay, dias depois.Ou seja, até que esta teoria não é tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

FELIZ DIA DOS NAMORADOS

Pensando em minha amada esposa e eterna namorada, montei uma gravura com um poema de Vinícius de Moraes, para o qual tenho certeza que sua resposta será sim!!!

Amo muito você!!!



Se você quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.
...