segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

O HUMILDE CONSTRUTOR

Simples assim:
Sem nomes, sem glórias;
Sem coroas, nem jóias;
Só carne, ossos e coração.

Então me diz:
Onde venceu o cavalheiro?
Onde caiu o Rei?
Onde te olhaste no espelho?

O que viram teus olhos?
Quais segredos da muda boca
as lápides hão de guardar?

Viste, aprendeste, calaste!
De rudes pedras um templo erigiste.
És hoje muito mais do que foste!

Por Diego de Almeida
Aos 10 dias do Segundo mês do Ano da Glória de 2020

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

75 ANOS DA LIBERTAÇÃO DE AUSCHWITZ

Tropas soviéticas libertam os prisioneiros do campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia, em 27 de janeiro de 1945 — Foto: Oleg Ignatovich/Sputnik via AFP

A segunda Grande Guerra, sem dúvida, foi um episódio marcante na história da humanidade e uma ferida ainda aberta, sangrante, que levará muita décadas ainda para cicatrizar, mas, certamente, jamais será esquecida - suas marcas perdurarão para sempre!

Quando os nazistas chegaram ao poder na Alemanha, em 1933, iniciou-se uma perseguição aos judeus. Nessa primeira etapa da campanha para erradicar a população judaica na Europa, foram-lhes confiscados propriedades, direitos e liberdades. Depois da invasão alemã à Polônia em 1939, os nazistas começaram a deportar judeus da Alemanha e da Áustria para o país, onde criaram guetos para separá-los do resto da população. Em maio de 1940, Auschwitz foi transformado em uma prisão para presos políticos. Em 1941, durante a invasão alemã na União Soviética, os nazistas começaram de fato a campanha de extermínio. Seis milhões de judeus foram mortos no Holocausto e Auschwitz está no centro do genocídio. Estima-se que, em menos de quatro anos, ao menos 1,1 milhão de pessoas foram mortas no campo de concentração polonês. Quase 1 milhão era judeu.* As vítimas levadas a campos de concentração eram mantidas em situação deplorável, trabalhavam até a morte ou eram levadas a câmaras de gás. Em 27 de janeiro de 1945, tropas soviéticas entraram no campo de concentração e encontraram os sobreviventes magros, torturados e exaustos. Apenas cerca de 7 mil prisioneiros esqueléticos e doentes terminais tinham sobrevivido, sendo que 500 deles eram crianças. Poucos conseguiam ficar de pé, muitos estavam deitados no chão, apáticos.

* - Não apenas judeus foram aprisionados e mortos em campos de concentração, mas todas e qualquer minoria, contrária as ideias puristas ou à política nazista, também o foi, entre eles, alemães de ideologia comunista ou social-democrata, ciganos da etnia Romani, Testemunhas de Jeová, homossexuais, Maçons, e outros acusados de exibirem comportamento "anti-social" ou fora dos padrões sociais.

A luta contra a intolerância e o preconceito, a favor da igualdade e fraternidade, para que um mundo mais justo e perfeito possa ser criado não é mera utopia. É tarefa árdua, persistente e factível, que depende de cada ser humano, começando dentro de casa, pela educação de suas crianças, e se espalhando por todos os locais onde transitar.

Lembremos de Auschwitz, para que nunca mais se repita!