terça-feira, 31 de março de 2015

HUMILDADE EM MAÇONARIA

Recebi este texto de um Ir.'. e achei muito pertinente.
Aproveitem!

HUMILDADE EM MAÇONARIA

                                                                                      Por José Maurício Guimarães



Eis que, não mais que de repente, o país passou a falar de HUMILDADE.

As pessoas que não sabem latim adoram um latinzinho de vez em quando; e aí vai:

HUMILDADE vem do latim humilitas,-atis que significa aquele ou aquilo que tem pouca elevação, pequena estatura. Nesta acepção, Napoleão Bonaparte era um sujeito humilde, pois sua estatura era de 1,64 m.

Pablo Picasso foi humilde (1,62 m), assim como Charles Chaplin, Mozart, Dustin Hoffman, Al Pacino, Tom Cruise, Romário, Maradona, Jô Soares , Jean Claude Van Damme, Felipe Massa, os baixinhos da Xuxa e Lula; todos humildes.

HUMILDADE quer dizer também abatimento, estado de quem é lançado por terra, caso em que o Dicionário Houaiss explica como "diferença entre o rumo de governo e a direção real de avanço do navio" (qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas, é mera coincidência).

Melhor que humildade é a palavra MODÉSTIA ‒ ausência de vaidade em relação ao próprio valor e às próprias realizações e êxitos.

A Modéstia pressupõe, mais eficazmente, o comedimento exigido pelas circunstâncias, pelos deveres e pelos usos. A pessoa modesta é, antes de mais nada, sóbria ‒ como e bebe com temperança e equilíbrio; torna-se admirado por sua compostura nas festas e nos momentos difíceis de um grupo.

O homem modesto despreza o luxo e a ostentação; mas veste-se bem e com asseio; aprecia a arte, respeita os livros e a cultura. O homem modesto evita palavreado chulo e piadas sacanas, pois sua estrutura moral faz com que ele fale e haja em conformidade com os padrões morais e éticos da sociedade.

Nos demais casos, onde as palavras são utilizadas para enganar, ganhar votos e corromper, acho que HUMILDADE deveria ser escrita sem 'h' ‒ umildade, com 'u' ‒ porque humildade com H é coisa de gente honesta.

Na Maçonaria há mais pessoas "humildes" do que modestas.

É fácil descobrir a "humildade" desses "irmãos humildes": basta mexer no pedacinho de queijo que eles julgam lhes pertencer. Basta fazer uma crítica e apontar um erro ‒  tais "irmãos humildes", que por coincidência são também "tolerantes", rugirão como leões (ou melhor: hienas), darão murros na mesa ou no altar, apontarão o dedo indicador e estufarão o peito como gansos raivosos.

O maçom educado é modesto: fala com pudor e age com decência.

Os "irmãos humildes" usam constantemente o pronome EU, enquanto que os modestos usam o pronome NÓS.

Os "irmãos humildes" usam EU FIZ, e os modestos usam NÓS fizemos.

Os "irmãos humildes" apontam erros; os modestos mostram soluções.

Enfim: o maior dos orgulhos, a suprema vaidade, é querer parecer aos outros como humilde.


Dizem que o homem orgulhoso é "metido a besta". Eu tenho certeza de que esse tipo de gente é uma besta mesmo.

domingo, 29 de março de 2015

VELANDO DEFUNTOS JÁ ENTERRADOS...



Hoje no calendário católico é uma dia muito importante: Domingo de Ramos! É o início da Semana Santa, que termina com a grandiosa celebração da Páscoa, com a Ressurreição de Jesus Cristo. Hoje fomos minha esposa e eu na missa, com direito a procissão e tudo o mais, tudo muito significativo! Mas o que mais me chamou a atenção foi a "Humilia" (o sermão do padre), que teve até anedota, mas de forma alguma foi vazio ou cheio de clichês, como estamos acostumados a ver e ouvir!
Farei uma apanhado geral incluindo algumas interpretações e opiniões minhas:
Disse o Pároco que, certa vez, a Santíssima Trindade estava reunida e discutindo de modo sério. Deus disse: - Eu não posso descer! Tenho que ficar aqui e cuidar das coisas, olhar, ouvir. Não posso me ausentar de meu posto! O Espirito Santo retrucou: - Eu sou o grande mensageiro. O que faz as coisas acontecerem! Não posso ficar anos sem exercer minhas funções... Então Jesus Cristo falou: Entendi... Sobrou pra mim, né! Ok. Eu desço. Encarno como ser humano, pregarei a Palavra, serei seguido, perseguido, preso. Posso até ser crucificado e morrer por conta dessa gente toda... Mas casar, eu não caso! 
A anedota serviu apenas para introduzir um assunto sério, mas abordado de uma forma engraçada e até um pouco forma generalista, sobre a capacidade que as mulheres tem de, em uma discussão, relembrar coisas do passado e trazer a tona (tanto que nem o Cristo da piada quiz casar!) o que há muito se havia esquecido e dado por encerrado. 
Certamente que as mulheres, de um modo em geral, tem uma capacidade associativa e uma facilidade de uso de palavras muito mais desenvolvida que os homens, em sua maioria, o que nos faz detestar entrar em qualquer "DR" (Discussão de Relacionamento), por que nós - pobres, subdesenvolvidos intelectualmente e menos providos emocionalmente - homens, certamente perderíamos! 
Calma! Não joguem pedras ainda! Faz parte do desenvolvimento da espécie humana; os machos tinham que prover sustento e abrigo. Não precisavam falar muito... As fêmeas eram responsáveis por cuidar das crias e manter laços sociais na comunidade (por assim dizer). É o mesmo motivo pelo que elas fazem várias coisas ao mesmo tempo enquanto nós, mal conseguimos fazer uma!
Mas o tema não se aplica somente a mulheres e sim a pessoas em geral. Logo as coisas farão sentido.
Todo mundo tem em casa um "quartinho da bagunça" (nós temos! Já foi bem pior, mas agora está um pouco mais organizado!). Pode ser chamado de despensa, depósito, quarto de visitas, canto das tralhas... se não houver espaço suficiente, duvido que não haja então, ao menos, um guarda-roupa velho ou um armário que se destine a acumular tranqueiras inúteis! Os "maleiros"são os preferidos: - Xi, quebrou uma haste do guarda-chuva, o ferro elétrico queimou, o jogo de chá está desfalcado de umas xícaras. O que fazer com eles? Jogar fora? Claro que não! Enfia no maleiro!
Pois é! Não sei se isto foi problema da evolução também... Tornamo-nos acumuladores. O ser humano tem uma dificuldade enorme de se desvencilhar das coisas, dos bens, dos objetos... E dos sentimentos! Compramos algo e usamos, mas, em dado momento, aquilo se estraga, perde a função. É o micro-ondas que não liga mais, o cobertor que rasgou, a calça que já não serve, peças soltas restantes de antigos jogos, os brinquedos das crianças que cresceram, a casinha do cachorro que já morreu... Acumulamos. 
Então, um dia morremos. Alguém entra no quartinho e começa a retirar tudo aquilo lá de dentro, indistintamente. E passa a perguntar: "Meu Deus! Por que Fulano guardava todas estas coisas? Ele nunca mais iria usar nada disso!
Mas o pior acúmulo que fazemos não é o material; é o acúmulo emocional! E isso tem um nome: Rancor!
Guardamos boas lembranças, claro! E isso é muito bom! Mas guardamos também, as más! Mágoas, brigas, palavras mal-ditas em momentos desapropriados... Temos o mau hábito de não jogar elas fora, por mais inúteis que sejam! Guardâmo-las em nossos "quartinhos da bagunça" mentais e deixamos elas lá, pegando poeira, sendo carcomidas pelas traças, deteriorando-se ainda mais com o passar do tempo, mas, sempre presentes!
Vida vai, vida vem, chega uma "DR" que falamos antes, ou qualquer outra situação de exaltação dos ânimos, e um dos envolvidos lembra "da chaleira amassada guardada dentro do forno elétrico queimado, que está na segunda prateleira da esquerda, ao lado do Edredon puído e, Vois Là! Tira ela de dentro do quarto empoeirado de lembranças bagunçadas para arremessar contra o outro desafortunado que se envolveu naquela querela!
É como se no meio de uma tarde chuvosa de outono, a pessoa decidisse trazer para o meio da sala de estar, o caixão apodrecido de um defundo já há muito enterrado para ser velado novamente! E vão todos reviver, remoer, Re-Sentir! Mas o defundo já morreu! Já foi enterrado... Já virou pó! Não se faz velório de Morto já velado, enterrado, desfeito pelo tempo e pela natureza!
Mas as pessoas tem este problema! O rancor é o velório do defunto já enterrado! É reclamar de novo pelo copo trincado. É relembrar da chaleira amassado, ao invés de jogá-la fora! 
Não, não! As mulheres não são as únicas a fazer isso! Os seres humanos em geral não tem o desenvolvimento intelectual, emocional e moral para enterrar seus mortos e deixá-los lá, quietinhos, enterrados, e por que não dizer, esquecidos.
Caixão não tem gavetas e Mortalha não tem bolsos! Desta vida, nada levamos! Por que então acumular? Somos o que vivemos! Aos que acreditam em reencarnação, nossos rancores são o "Carma" que impedirá o desenvolvimento do espírito. Aos que creem em um "Céu ou Morada de Deus", estes mesmos rancores são os pecados da alma, que dificultarão seu acesso pelos Portões de São Pedro! Aos que não acreditam em nada disso, rancor, raiva, ressentimento e mágoa acabam tudo virando Câncer! (Pelo amor de Deus! Não estou dizendo que todo câncer é fruto de rancor!)
O mundo já é complicado e a Vida tão cheia de problemas... Pra que carregarmos um fardo maior que o necessário? Viva em Paz consigo e com os outros. Guarde o que for bom e útil, o resto, jogue fora! Deixe os mortos enterrados e o passado, no passado. Mas se ainda assim não puder jogar a chaleira amassada fora, seja ao menos Vintage e use ela para plantar uma flor dentro!

Saudações Fraternais
.'.

domingo, 15 de março de 2015

15 DE MARÇO DE 2015 - O POVO BRASILEIRO PEDE JUSTIÇA E RESPEITO!

(postagem original em : http://soberanagrandeloja.blogspot.com.br/2015/03/15-de-marco-de-2015-o-povo-brasileiro.html)

Chega o momento que o Povo, de tanto ser massacrado e desrespeitado, fica cansado e exaurido e diz Basta! 
Chega o momento em que o Povo vai para as ruas e reivindica seus direito e clama por mudanças! Não importa mais o que o governo fala, pois, o próprio governo diverge no que dizer e simplesmente repete o que sempre falou!
Pedimos Justiça e o fim da corrupção! Pedimos a investigação e condenação daqueles que solapara e continuam roubando descaradamente cada um dos 202,7 milhões de Brasileiros.
Pedimos seriedade da parte do governo e qual foi a resposta? 
Ministros vieram se pronunciar e dizer que tudo está bem, que manifestações fazem parte da Democracia. Sim, é verdade! Fazem parte da Democracia, mas se tudo estivesse tão bem, elas não seriam necessárias... Será que ainda dá pra acreditar que tudo o que houve hoje (15/03/2015) foi apenas uma manobra política da oposição, como sugerem partidários dos partidos da base governista?
Afirmaram que a nossa Economia é forte, que a inflação está sob controle. Porém, o próprio Banco Central e o Ministério da Economia acusam, direta ou indiretamente, o aumento progressivo da inflação nos últimos anos, a queda da credibilidade econômica e financeira junto ao mercado internacional e o enfraquecimento paulatino de nossa moeda.
Prometeram um "Pacote contra a Corrupção" e uma "Reforma Política"! Mas isso já não foi prometido? Desde sempre, quando um político não tem nada de concreto para falar, sugere uma reforma política! E o tal pacote, já foi usado até como mote de campanha política.
Senhores Políticos, por favor! Não somos imbecis! Mais vergonha em vossas caras!!! 
Estivemos lá! A Maçonaria também participou, fez-se presente nas manifestações, sem levar em consideração de que Potência pertencia cada um. É tempo de todos darmos as mão em prol do bem comum, sem dar atenção a picuinhas e vaidades! Claro que temos vergonha de Maçons que entram para a política e esquecem seus juramentos e tornam-se Traidores do Povo! Repudiamos estes Maçons vira-casacas!

Parabéns a todos os Brasileiros que não calaram sua voz! O Sol da Liberdade, em raios Fúlgidos, brilhou no céu da Pátria, nesse instante!

Curitiba - Praça Santos Andrade até Boca Maldita. 80.000 manifestantes. 15 de Março de 2015!
A SGLMB.'. e outras Potências Maçônicas estiveram lá!


















quarta-feira, 4 de março de 2015

MANIFESTO DE APOIO CONTRA A CORRUPÇÃO

De uma Nação Soberana; de um País-continente à uma poça de lama pútrida e fétida de descalabros e corrupção! É o que vemos se tornar o nosso Brasil, ano após ano; governo após governo! Sem legendas e sem bandeiras, o desmando é total e a sujeira respinga em quase todas as lapelas! Raros são os que passam incólumes às facilidades e tentações da vida pública político-partidária. A disputa eleitoreira tem se mostrado cada vez mais como a “Corrida do Ouro” para angariar a “chave-mestra que abre os cofres públicos e os bolsos de grandes empresas, investidores, incorporadoras e afins”... A completa falta de vergonha na cara de nossos representantes políticos é tão grande que “o sujo critica o mal-lavado”; aquele que recebeu propina, encabeça a Comissão de Inquérito para apurar os pagamentos ilícitos, quem os fez e recebeu, e dar as punições cabíveis (Que grande piada!); as promessas feitas em campanha eleitoral se mostram fantasiosas assim que o novo mandato inicia, e tudo é feito do contrário, justificando-se com o texto: “não foi bem isso que prometi... o que faço agora é preciso! Culpa dos governos antigos (de mais de 12 anos, claro!)”
Como podemos nós, como cidadãos, enquanto indivíduos politizados e cônscios de seus Deveres e, principalmente, de seus Direitos, ficarmos calados diante de tamanho absurdo? Como podemos olhar passivamente, abaixar a cabeça e nada fazer? Como podemos nos achar no direito de não tomar partido e não elevar a voz?
No momento, vemos diversos setores da economia sofrendo um arroxo tremendo, sem políticas de salvaguardo, com risco iminente de demissões em massa, endividamento geral independente de classe social, colapso financeiro, aumento da violência e caos global. Muitos caminhoneiros, sindicalizados ou não, tem parado nas últimas semanas e realizados bloqueios rodoviários, para chamar a atenção à sua causa, o que gerou e ainda reflete em desabastecimento de várias cidades, tanto de combustíveis como de gêneros alimentícios. A resposta veio na forma de multas de trânsito, multas judiciais e repreensão com forças militares.
No Estado do Paraná, professores estão em greve há 3 semanas reivindicando pagamentos atrasados, aumentos devidos e melhores condições de trabalho e ensino. Outros servidores estaduais vivem a mesma situação. A resposta do governo foi na forma de proposta de aumento das verbas parlamentares, conforme publicado em jornais do Estado na última semana, mas que não entrou em vigor devido a péssima repercussão que teve. (http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/assembleia-ignora-crise-e-vai-reajustar-verba-parlamentar-4050f7v9at7o21bw77q1bs8xn?ref=capa-gg
Diante desta situação caótica, a Soberana Grande Loja Maçônica do Brasil não pode ficar calada – como não deveriam ficar nenhum dos Maçons Livres e de Bons Costumes de nossa Nação! – e mostra-se solidária com o sofrimento do Povo Brasileiro, clamando por Justiça e Dignidade, que tanto nos falta!
A Soberana Grande Loja Maçônica do Brasil apoia a reforma política e judiciária e acredita que só pela mobilização popular poderemos obter mudanças reais e favoráveis a todos os indivíduos e cidadãos.
A Democracia é o governo do Povo, pela sua vontade e seus interesses, em prol do bem comum. Os governantes recebem o Poder pelo Voto do Povo! Nós somos responsáveis pelos políticos que elegemos e devemos cobrar que cumpram com suas obrigações. Eles, os políticos, sabem disso e mais: Têm medo do Povo!
Políticos sabem que o Povo instruído e organizado não se deixa manipular e é mais difícil de ser ludibriado. Por isso a política de “Pão e Circo” que ainda vigora e a total falta de interesse real em melhorar a Educação, a Cultura e a Segurança!
A Mudança está em nossas Mãos!!! Depende apenas de nós – O Povo!
A Soberana Grande Loja Maçônica do Brasil apoia e concorda!

Diego de Almeida 33.’.
Ser.’. Grão-Mestre da Soberana Grande Loja Maçônica do Brasil


Curitiba, 04 de Março de 2015.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS PRIMÓRDIOS DA MAÇONARIA NO BRASIL

Por KENNYO ISMAIL ⋅ 28 DE NOVEMBRO DE 2011 ⋅ 


Infelizmente, história contada é história modificada. Isso porque a história é contada pelos sobreviventes e, via de regra, romanceada. E os maçons brasileiros, seres humanos como quaisquer outros, não fizeram diferente. Mas o compromisso maçônico da busca irrestrita e incessante da verdade faz com que alguns fatos, geralmente “esquecidos”, devam ser divulgados para que, pelo menos na Maçonaria, conheça-se a história real.
A história que quase todos os historiadores maçons contam é sempre a mesma e é mais ou menos assim: Em 1815, nove maçons fundaram Rio de Janeiro a Loja “Comércio e Artes”, a Loja Primaz do Brasil. Então, depois de alguns anos, em 1822, a Loja já contava com 94 membros, então resolveram dividir a Loja em três e fundar o Grande Oriente Brasileiro, primeira Obediência Maçônica no Brasil.
Na verdade, a Maçonaria brasileira não nasceu no Rio de Janeiro e nem tampouco lá foi o berço da primeira Obediência Maçônica. E, evidentemente, a Loja “Comércio e Artes” nunca foi a “Loja Primaz” do Brasil. Na verdade não foi nem a décima, quanto mais a primeira.
Apesar dos esforços de muitos autores maçons em negar isso, o pioneirismo maçônico brasileiro nasceu no Nordeste, mais precisamente na Bahia. A primeira cidade do Brasil também foi berço da primeira Loja Maçônica: “Cavaleiros da Luz”, fundada em 1797. Nada mais justo. Se quase tudo no Brasil começou lá, por que na Maçonaria seria diferente? O historiador e maçom Borges de Barros, que foi diretor do Arquivo Público da Bahia e relatou pela primeira vez a existência dessa Loja, ainda deu conta de que a Loja “Cavaleiros da Luz” foi a chama principal da Conjuração Baiana. Nada mal para os nossos pioneiros!
Mesmo com a dissolução dessa primeira Loja, com o passar dos anos a Maçonaria foi se desenvolvendo no fértil solo baiano: em 1802 surgiu a Loja “Virtude e Razão” que, depois de breve tempo adormecida, foi reerguida com o nome “Virtude e Razão Restaurada”, na mesma época em que, também de seu espólio, surgiu a Loja “Humanidade”. Ainda no Nordeste, não demorou para que a luz maçônica iluminasse, por influência da Bahia, o Estado de Pernambuco.
Sobre Pernambuco, é necessário aqui um comentário à parte:
Apesar de muitos escritores maçons assim desejarem, a “Areópago de Itambé” não era uma Loja Maçônica. No século XVIII existiam centenas de instituições criadas aos moldes da Maçonaria, usando símbolos iguais e similares, e até dividindo os graus em Aprendiz, Companheiro e Mestre como na Maçonaria. Era uma verdadeira “coqueluche” de Ordens, Clubes e Associações, e era muito comum os homens livres serem membros de duas ou mais dessas diferentes instituições, até mesmo no Brasil. Um exemplo disso é o “Apostolado”, da qual José Bonifácio, Gonçalves Ledo e D. Pedro I também faziam parte. Ser inspirada na Maçonaria não é o mesmo do que ser Loja Maçônica. (contributo nosso: Sobre o “Apostolado”, o Irmão William Almeida de Carvalho escreve: ... a 17 de junho de 1822. Já existia uma instituição paramaçônica chamada Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz, ou simplesmente Apostolado fundada por José Bonifácio a 2 de junho de 1822. Era uma organização nos moldes da Carbonária europeia cuja atuação Bonifácio bem conhecera, durante os anos em que permanecera na Europa.)
Em 1809, atendendo às inúmeras Lojas que já existiam, foi fundado em Salvador o “Governo Supremo” ou simplesmente “Grande Oriente”, a PRIMEIRA Obediência Maçônica brasileira. Não era um “Grande Oriente da Bahia”, como os poucos historiadores maçons que o citam costumam se referir, pois era composto de, pelo menos, 09 Lojas: 03 na Bahia, 04 em Pernambuco e 02 no Rio de Janeiro. Maçons portugueses e brasileiros, muitos deles iniciados na França e Portugal, eram membros dessas Lojas. Tudo isso 06 anos antes da fundação da “Comércio e Artes” e 13 anos antes do GOB. Pernambuco, por contar com maior número de Lojas, ganhou em 1816 uma Grande Loja Provincial filiada ao “Governo Supremo”.
Interessante observar que mais uma vez a Maçonaria se fez presente na história: um dos responsáveis pela formação do Governo Supremo e tido como primeiro Grão-Mestre da Grande Loja Provincial de Pernambuco, Antônio Carlos de Andrada, foi o líder da Revolução Pernambucana, em 1817. Prova maior do papel decisório da Maçonaria no movimento é a lei régia de 1818 proibindo sociedades secretas no Brasil.
Antes que alguém tente justificar a constante omissão de tais fatos nas “versões oficiais” da Maçonaria brasileira por conta dessas Lojas e Obediência não terem sido regulares, é importante observar que a Loja “União”, fundada em 1800 no Rio de Janeiro e sempre presente nas versões históricas, também era irregular. Somente após a adesão de algumas autoridades públicas, ela foi “refundada”, aparentemente de forma regular, e teve seu nome modificado para Loja “Reunião”. Até mesmo a histórica Loja “Comércio e Artes” foi fundada sem Carta Constitutiva em 1815 e trabalhou de forma irregular até 1818, quando foi fechada. Somente quando de seu reerguimento, em 1821, a “Comércio e Artes” se filiou ao Grande Oriente Lusitano. 
Isso só nos mostra que a história da Maçonaria no Brasil é, muitas vezes, contada conforme a conveniência, omitindo os verdadeiros pioneiros em favor dos sobreviventes, ou lembrando deles quando se quer apontar a Maçonaria como protagonista das conjurações. Também é no mínimo intrigante como a Maçonaria esteve presente nos movimentos revolucionários baiano e pernambucano, mas tantos historiadores maçons e não-maçons fazem questão de negar sua participação na Inconfidência Mineira. Mas isso é tema pra outra ocasião.

O importante é reforçar que, antes de fundada uma Loja situacionista, a qual originou a Obediência que promoveu a independência sob a manutenção do imperialismo no Brasil, houveram várias outras Lojas e até Obediências oposicionistas, e muitos de seus membros morreram ou sofreram duras penas defendendo os princípios maçônicos de liberdade e democracia. E a Maçonaria brasileira de hoje tem o dever moral de honrar essa história.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

22 DE FEVEREIRO - DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM

“Dia Internacional do Maçom”

22 de fevereiro

A criação do dia 22 de fevereiro como “DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM”, representa uma justa homenagem a um grande maçom, que antes de tudo, após a sua luta pela Independência de seu país, preferiu como forma de governo, uma República Democrática, transformando-se num dos Grandes vultos da História Universal.

O GOB – Grande Oriente do Brasil, através do Decreto Nº: 003, de 10/02/95, seu Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, atendeu à recomendação da reunião das mais importantes potências Maçônicas do mundo, e passa a comemorar o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, no dia 22 de fevereiro, com plenas justificativas maçônicas e históricas.

HISTÓRIA

Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grãos-Mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).

Estiveram presentes como Obediências Co-Irmãs, a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal, a Grande Loja Regular da Itália, O Grande Oriente da Itália, a Grande Loja Regular da Grécia, a Grande Loja das Filipinas, a Grande Loja do Irã (no exílio); além do Grande Oriente do Brasil, a delegação chefiada pelo Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, que ali estava como observador.

Ao encerramento dos trabalhos, o Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Ir. Fernando Paes Coelho Teixeira, apresentou uma sugestão aprovada pelos Grãos-Mestres de todas as Grandes Lojas dos Estados Unidos e mais as do México e Canadá, no sentido de fixar o dia 22 de fevereiro como o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, a ser comemorado por todas as Obediências reconhecidas, o que foi aprovado.

Por que 22 de fevereiro?

No dia 22 de fevereiro de 1732, em Bridges Creek, na Virginia (EUA), nasceu GEORGE WASHINGTON, o principal artífice da independência dos Estados Unidos. Nascido pouco depois do início da Maçonaria nos Estados Unidos – Vale ressaltar que a Maçonaria nos Estados Unidos teve início em 23 de abril de 1730, no estado de Massachussets, dois anos antes-. George Washington foi iniciado em 04 de novembro de 1752, na “Loja Fredericksburg Nº: 04″, de Fredericksburg, no estado da Virginia; elevado ao grau de Companheiro em 1753, e exaltado a Mestre em 04 de agosto de 1754.

Representante da Virginia no 1º Congresso Continental (1774) e Comandante das forças coloniais (1775) dirigiu as operações, durante os cinco anos da Guerra de Independência, após a declaração de 1776. Ao ser firmada a paz em 1783, renunciou à chefia do Exército, dedicando-se então aos seus afazeres particulares.

Em 1787, reunia-se, em Filadélfia, a Assembléia Constituinte, para redigir a Constituição Federal e Washington, que era um dos Delegados da Virginia; é eleito por unanimidade para presidi-la. Depois de aprovada a Constituição, havendo a necessidade de se proceder à eleição de um Presidente, figura nova na política norte-americana, Washington, pelo seu passado, pela sua liderança, e pelo prestígio internacional de que desfrutava, era o candidato natural e foi eleito por unanimidade, embora desejasse retornar à vida privada e dedicar-se às suas propriedades.

O Primeiro Presidente Norte-Americano GEORGE WASHINGTON, sendo um forte defensor da democracia, permitiu que o seu país emergisse como uma nação verdadeiramente voltada aos interesses do povo. Foi eleito por mais duas vezes ao cargo, mas após o final de seus mandatos, ele não tentou permanecer no poder. Então estabeleceu a organizada e pacífica passagem de poder de um líder eleito para outro – um precedente que sempre permaneceu em vigor em toda a história dos Estados Unidos.

Segundo alguns biógrafos de George Washington, este não era um grande pensador ou orador, assim como outros líderes americanos anteriores tais como Thomas Jefferson, James Madison ou Benjamin Franklin.

O legado do primeiro presidente norte-americano continua até hoje. A capital do país, Washington D.C. (Distrito de Colúmbia), recebe seu nome. Uma nação agradecida reconhece que sua grandeza se deve em grande parte a homens como Washington, que lutaram para criar um país baseado nos ideais de “vida, liberdade e a busca pela felicidade”. Mesmo que a história americana não seja impecável, a nação provou ser uma fonte de liberdade, oportunidade e riqueza para norte-americanos e imigrantes de outras nações do mundo.

Como Presidente da República norte-americana, nunca olvidou a sua formação maçônica: ao assumir o seu primeiro mandato, em abril de 1789, prestou o seu juramento constitucional sobre a Bíblia da “Loja Alexandria Nº: 22″, da qual fora Venerável Mestre em 1788; em 18 de setembro de 1783, como Grão-Mestre pro-tempore da Grande Loja de Maryland, colocou a primeira pedra do Capitólio – o Congresso norte-americano – apresentando-se com todos os seus paramentos e insígnias de alto mandatário Maçom.


Faleceu em sua casa em 14 de dezembro de 1799, seu sepultamento ocorreu no dia 18, em sua propriedade de Mount Vernon, numa cerimônia fúnebre Maçônica, dirigida pelo Reverendo James Muir, capelão da “Loja Alexandria Nº: 22″, e pelo Dr. Elisha C. Dick, Venerável Mestre da mesma Oficina.

FONTE: http://www.obreirosdeiraja.com.br/dia-internacional-do-macom-2/