Não quero falar de
dietética, nutrição ou hábitos alimentares. Não sou a pessoa mais indicada pra
isso; não sou nutrólogo, nutricionista, endocrinologista
ou nada parecido. Não quero colocar a frase "Somos o que comemos"
como uma logo de propaganda de bem alimentar-se. Na verdade, uso-a aqui como
uma norma de conduta para tudo o que fazemos em nossa vida.
Certamente todos já
ouviram a máxima "tudo em excesso faz mal", e talvez, seja esta uma
das maiores verdades da vida. Do mesmo modo que "somos o que
comemos", pois, mesmo parecendo estranho a primeira vista, ambas as
máximas podem ser vistas por um prisma um pouco diferente que as nivelam e nos
fazem meditar.
Todos os nossos atos
refletem em nossa vida. O que comemos, o que falamos, o trabalho que realizamos
(ou deixamos de realizar!), as amizades que cultivamos, enfim, tudo! Somos um
amálgama formados por atos, pensamentos, realizações, intenções e interações.
Da mesma forma que nosso corpo necessita de nutrientes advindos de bons
alimentos para seu perfeito desenvolvimento e manutenção; da mesma forma de
quando cometemos abusos alimentares e ingerimos excessos de calorias,
conservantes e aditivos sem valor dietético e nutricional, sofremos de
problemas de saúde, obesidade, má-nutrição e afins; assim também nosso ser, no
sentido mais integral possível, como conjunto de corpo, mente, personalidade e indivíduo social, reage aos
fatores diversos com os quais interagimos de forma direta e proporcional.
Ao realizarmos uma
"boa ação", ou um ato altruísta
qualquer, a nossa capacidade de interagir de forma empática com as outras
pessoas se amplia ainda mais, facilitando-nos a realização de mais e mais benesses aos outros e isso resulta em uma
energia de atração, que fará com que as outras pessoas nos vejam como seres
bons, confiáveis e amáveis, mesmo que não seja esta a nossa intenção ao
praticar o ato inicial. Em situação de dificuldade, as pessoas que nos rodeiam
terão uma maior disposição em nos ajudar na medida do possível, como uma forma
de retribuição a nossa boa conduta, mesmo que o façam sem esta intenção
diretamente. Ao fazer o bem, somos impelidos a continuar praticando o bem e
levamos outras pessoas a também agir de forma beneficente.
Se cultivamos
amizades verdadeiras, sem interesses secundários, de ganho material ou
quaisquer outros que sejam, rodeamo-nos
de verdadeiros soldados que estarão prontos a nos defender e proteger no
momento da tribulação, da mesma forma que o faríamos, sem esperar nada em
troca, a não ser a felicidade e bem estar alheio.
Da mesma forma, ao
mergulharmos nos mananciais do conhecimento em busca de crescimento
intelectual, as portas da oportunidade e do sucesso abrir-se-ão com maior facilidade para nós, de modo a
podermos usufruir dos frutos que só o estudo é capaz de produzir. Ao trilharmos
nossos passos guiados pela ética e pela moral, teremos sempre a certeza de
praticar a justiça, buscando a perfeição em tudo que realizamos, sabendo,
porém, que nunca a alcançaremos, mas jamais desistindo de a perseguir.
Diz-se que o homem é
fruto do meio em que vive. Digo que isso é apenas uma meia-verdade! Um morador
de uma favela não precisa ser bandido, só por estar em um ambiente que não lhe
proporciona as melhores condições de vida possíveis; bem como, um político não
tem que ser corrupto, só por estar em um meio corrompido. Somos todos dotados
de livre-arbítrio! Somos o que comemos... Somos reflexo do que praticamos...
Somos frutos de nossas ações, pensamentos e emoções. Somos Humanos! Todos
iguais e diferentes ao mesmo tempo, em si próprios. Únicos!
Fraternos Abraços!
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