quarta-feira, 7 de agosto de 2013

AS PALAVRAS E AS AÇÕES

Falar é fácil. Proclamar discursos defendendo idéias ou denunciando situações não requer muito esforço. Mas transformar as palavras em algo capaz de realizar mudanças já é um pouco mais difícil; As palavras são ocas e vãs quando não são acompanhadas de ações concretas! Mais vale realizar uma boa ação na surdina, sem se anunciar, que prometer mundos e fundos sem mover uma palha para que o mesmo se realize. 
"É preciso que se faça" é muito fácil de se falar... difícil é fazer, sem esperar dos outros e principalmente, sem proclamar a altos brados que o fez. 
"Se deres esmolas anunciando o que fizeste, outro dirão: aquele homem dá esmolas, ele ajuda quem necessita! E tua recompensa já terá sido recebida na Terra; mas se deres esmolas no escuro da noite, sem mostrar o teu rosto, ninguém saberá! E então o Senhor teu Deus guardará a recompensa pra ti, no Reino dos Céus!"

 
O pastor Jeremias Steepek (foto) se disfarçou de mendigo e foi a igreja de 10 mil membros onde ia ser apresentado como pastor principal pela manhã. Caminhou ao redor da igreja por 30 minutos enquanto ela se enchia de pessoas para o culto. Somente 3 de cada 7 das 10.000 pessoas diziam "oi" para ele. Para algumas pessoas, ele pediu moedas para comprar comida. Ninguém na Igreja lhe deu algo. Entrou no templo e tentou sentar-se na parte da frente, mas os diáconos o pediram que ele se sentasse na parte de trás da igreja. Ele cumprimentava as pessoas que o devolviam olhares sujos e de julgamento ao olhá-lo de cima à baixo.
 
Enquanto estava sentado na parte de trás da igreja, escutou os anuncios do culto e logo em seguida a liderança subiu ao altar e anunciaram que se sentiam emocionados em apresentar o novo pastor da congreação: "Gostariamos de apresentar à vocês o Pastor Jeremias Steepek". As pessoas olharam ao redor aplaudindo com alegria e ansiedade. Foi quando o homem sem lar, o mendigo que se sentava nos últimos bancos, se colocou em pé e começou a caminhar pelo corredor. Os aplausos pararam. E todos o olhavam. Ele se aproximou do altar e pegou o microfone. Conteve-se por um momento e falou:
 
“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ “O Rei responderá: ‘Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’."
 
Depois de haver recitado o texto de Mateus 25:34-40, olhou a congregação e lhes contou tudo que havia experimentado aquela manhã. Muitos começaram a chorar, muitas cabeças se inclinaram pela vergonha. O pastor disse então: "Hoje vejo uma reunião de pessoas, não a Igreja de Jesus Cristo. O mundo tem pessoas suficientes, mas não suficientes discípulos. Quando vocês se tornarão discípulos?". Logo depois, encerrou o culto e despediu-se: "Até semana que vem"! Ser cristão é mais que algo que você defende. É algo que vive e compartilha com outras pessoas.

"Cala-te, quando tuas palavras valerem menos que o teu silêncio",  já dizia o filósofo.

Abraços Fraternos
.'. 



sexta-feira, 26 de julho de 2013

O PACOTE DE BISCOITO

As vezes criticamos, as vezes refletimos, as vezes nos revoltamos e as vezes, apenas falamos alguma bobagem... Este é um daqueles momentos de reflexão. Garimpando pela net encontrei este texto curto, um tanto quanto "mais do mesmo", mas nem por isso sem conteúdo moral! A autoria eu desconheço.
Aproveitem!
O pacote de biscoito

Certa noite uma mulher estava no aeroporto, com um longo tempo de espera pela frente até a saída do seu voo.
Comprou um livro, um pacote de biscoitos e sentou-se enquanto aguardava.
Embora absorta na leitura, percebeu que um homem ao seu lado tirava um biscoito do pacote colocado entre os dois. Para evitar uma cena, ela fingiu não estar vendo.
Ela lia, comia biscoitos e olhava o relógio. De vez em quando, o homem voltava a tirar um biscoito do pacote, o que a foi deixando extremamente irritada, com ímpetos de agredi-lo. Mas não fazia nada.

Ela pegava um biscoito, ele pegava outro. Quando só faltava um, ela ficou tensa, sem saber como agir. Com um riso simpático, ele pegou o último biscoito e o partiu ao meio.
Ofereceu a ela uma metade, comeu a outra.
Ela arrancou da mão dele a metade, pensando na grosseria do homem que sequer lhe agradecera. Sentiu-se extremamente ultrajada e respirou com alívio quando chamaram seu voo. Juntou suas coisas e se dirigiu para o portão, sem sequer olhar para trás.
Entrou no avião, mergulhou na poltrona e abriu a maleta para pegar o casaco. O susto que levou a deixou sem fôlego: ali estava ele, inteirinho, o seu pacote de biscoitos!
“Se o meu está aqui, então foi do dele que eu comi, e ele nem se importou em dividir.”
Ela daria tudo para encontrá-lo de novo, pedir-lhe muitas desculpas e sobretudo agradecer-lhe a lição.

Livro: Histórias para Aquecer o Coração

Quantas vezes em nossa vida, nós é que estamos comendo os biscoitos dos outros, mas não temos a consciência disso?
Antes de tirar qualquer conclusão, observe melhor. Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

NEM O FRIO DO INVERNO (poesia)

Tem um bom tempo que não escrevia nada de forma lírica, mas esta semanas, como estou meio fragilizado por conta de uma bela gripe e parando para admirar a incrível mulher que eu tenho, acabei por traçar este poema que segue. 
Saudações Fraternas a Todos.'.

Nem o Frio do Inverno

Quando inverno chegar
Não terei frio nem tristeza.
Quando a chuva cair
Contemplarei sua beleza.
Curitibana manhã gelada
Toalha no cabelo, molhada
Você sai de seu banho matinal
E desfila qual ser divinal!
Se o frio habita lá fora,
Aqui sinto que não vigora.
O calor que eu sinto agora,
Esta febre que me devora,
Que me aquece de dentro pra fora!
É sentimento forte de emoção
É o amor em meu coração
Amor que tenho por você
Amor forte que se vê
Nos olhos e nos gestos
Singelos e honestos!
Olho você a me olhar
Cinzentos olhos a brincar
Com os meus pensamentos
Todas as horas e  momentos!
As cadeiras ao redor da mesa
Um vaso de flores sobre ela
Flores de grande beleza
Mas você muito mais bela!
E me olha meio de lado
Com sorriso entre os lábios
Disfarça passando o café
Assim como quem nada quer!
O cheiro do café fresco
A inundar o ambiente
O cheiro de seu perfume
A encher minha mente!
Os gatos brincam no chão
Você brinca em meu coração.
O cinza do céu invernal
Não é triste nem faz mal
Cinzas são os olhos seus
E me perco em seu olhar
E guiam os passos meus
Para que eu possa molhar
Os meus lábios neste mel
Que verte de seu ser
Desde a noite ao amanhecer.
Brinda-me com seu amor
Sem medos nem pudor
Sem receios
Sem rodeios!
Vem e me ama completamente
De corpo, alma e de mente
Cumplicidade envolvente!
Pele alva qual neve
Toque suave, leve.
Que arrepia o corpo meu
Ao aproximar-se do seu!
Tudo é lindo, tudo é belo
Sem céu azul ou sol amarelo
Mesmo com nuvem cinzenta
Que a luz do sol afugenta,
Pois você que me aquece
Que me envolve numa prece
De amor imenso e terno
Que anula o próprio inverno!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

ESTIVEMOS LÁ... MUDA BRASIL!!!


Junho de 2013. O Brasil servindo de brinquedo nas mão de alguns poucos indivíduos que se julgam no direitos de fazer o que bem entendem sem prestar contas a ninguém. O Povo Brasileiro, deitado eternamente em berço esplêndido, a muito tempo entorpecido e achando que o normal é ser explorado e reclamar que nada nunca muda. De repente, algo muda: aumento das tarifas dos transportes públicos, gastos demasiados com preparativos para a Copa Mundial de Futebol de 2014, projetos de Leis que beneficiam as mafias corruptas e garantem a impunidade, carga de impostos e tributos excruciante,  descaso cada vez mais crescente com a saúde, segurança e educação, gastos exuberantes e inexplicáveis por parte dos políticos. De repente, algo muda: o gigante adormecido sente que seu berço já não é mais tão confortável e acorda! As manifestações começam a ocorrer em todo o País!
Aqui nesta cidade de Curitiba, na data de hoje, houve mais uma dessas passeatas, que iniciou na Boca Maldita e foi até o Palácio Iguaçu, sede do Governo Estadual. A chuva caia. O povo gritava palavras de efeito e frases de ordem. A multidão movia-se como uma massa única e coesa. Sem bandeiras, sem rótulos, nada de partidos políticos ou igrejas ou sociedades (secretas ou não!). Todos juntos e iguais, unidos por um ideal, não por um nome ou um título, mas sim pela fadiga que sentem em sustentar calados as regalias daqueles que deveriam ser seus "funcionários e representantes". 
Estivemos lá. Abaixo de chuva, usando nossas capas e guarda-chuvas, carregando faixas e cartazes. Cantamos, gritamos, reivindicamos! 
Mas algo pontual ocorreu e eu estava lá, naquele local e naquele momento: houve uma agitação no portão principal do Palácio Iguaçu e muitos correram para a praça. Logo tudo de acalmou e o povo retomou seu lugar. Contudo, pouco depois, um grupo de manifestantes corria em nossa direção carregando alguém nos seus braços. Coincidentemente, um grande amigo e irmão estava entre eles, viu-me e chamou-me. Um rapaz aparentando uns 25 anos estava desacordado, com sudorese fria e pulsos filiformes; havia desmaiado em meio a multidão! Prestei o primeiro atendimento e chamamos o SAMU para socorrê-lo (que demorou bastante para chegar, diga-se de passagem). 
O rapaz não portava documentos e tinha a fala empastada, quando recobrou a consciência (talvez tivera feito uso de entorpecentes). Seus bolsos estavam cheios de pedras. Pensei que ele tinha sorte em ter passado mal, antes de poder ter feito o mal, pois, do jeito que estava, boas intenções era que não tinha.
O Povo manifestando-se, o cara deitado no piso molhado, fotógrafos registrando os fatos e eu com algumas outra pessoas que não tinha idéia de quem eram, rodeávamos e cuidávamos do desfalecido mal-intencionado. Decidimos levá-lo até a marquise do Palácio Iguaçu para protegê-lo da chuva, em um ponto onde não havia manifestantes e próximo ao portão onde as tropas do Batalhão de Choque estavam por detrás. Claro que alguns viram nesse fato uma oportunidade de confrontar os policiais que ali estavam. 
Fora estes ocorridos pontuais, as manifestações transcorreram sem maiores problemas. 
Só espero que, do mesmo modo que iniciaram, elas também não se findem. 
Tanto tempo para o Gigante-Povo acordar, tomara que ele se mantenha sóbrio e atuante, que não volte a dormir... eternamente... em berço roto!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

É PRECISO DIZER MAIS?


É PRECISO DIZER MAIS? 

(Texto de Walmir Ferreira Battu, em : http://aguianegrabattu.blogspot.com.br/2013/06/e-preciso-dizer-mais-ate-quando-o.html)


ATÉ QUANDO, O CIDADÃO BRASILEIRO SERÁ CÚMPLICE DESSA ROUBALHEIRA DESCARADA QUE ASSOLA O PAÍS DE NORTE A SUL E POR TODOS OS QUADRANTES, PERMITINDO QUE TODO O TIPO, TODA A ESPÉCIE DE CRIMES SE PRATIQUEM CONTRA O POVO? CADÊ AS FORÇAS ARMADAS QUE NÃO NOS DEFENDEM E NÃO NOS PROTEGEM? SERÁ QUE OS MEUS VETERANOS MILICOS DAS TRÊS FORÇAS SE ALIARAM AO COMUNISMO DISFARÇADO EM QUADRILHA DE BANDIDOS? SOCORRO, POLÍCIA!!! CHAMEM A POLÍCIA!!!

INVASÃO DE PROPRIEDADE ALHEIA, VOCÊ NÃO TEM MAIS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, POIS O GOVERNO DILMA DETERMINA AO MINISTRO DA JUSTIÇA QUE NÃO CUMPRA AS ORDENS DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE DA JUSTIÇA FEDERAL!
  

“CNA denuncia tentativa de desestabilização do Estado de Direito"

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) denuncia uma tentativa de desestabilização do setor produtivo rural, tendo por pretexto a causa indígena.
Militantes ideológicos, que aparelharam a Funai e se associaram ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a ONGs nacionais e estrangeiras, estimulam os índios a invadir terras produtivas, devidamente tituladas – algumas há mais de um século. Provocam conflitos que, além de levar insegurança ao setor mais produtivo da economia brasileira, instalam um ambiente de ódio e confronto entre brasileiros.
Os produtores rurais não desrespeitam os direitos dos índios, mas, ao contrário, estão tendo os seus desrespeitados. As invasões têm sido sistemáticas, a partir de ação da Funai, que, ao arrepio da lei, decide de maneira autocrática que terras serão demarcadas, ignorando os direitos do produtor rural e a segurança de sua família e empregados.
O setor agropecuário tem, hoje, peso extraordinário na economia do país. Acumula recordes de produtividade, usando menos terra e unindo produção com preservação. Cresceu, no último trimestre, 9,7%, enquanto o PIB como um todo avançou 0,6%. Em relação ao mesmo trimestre de 2012, o crescimento foi de 17%.
É essa presença na vida econômica e social do país que faz com que a CNA seja recebida com frequência no Palácio do Planalto, para discutir questões nacionais, como o recém-lançado Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014. Esta agenda propositiva não se confunde com a presente crise indígena – que, inclusive, é de natureza judicial.
O clima instalado, se não for imediatamente revertido, prenuncia novos e dramáticos confrontos de consequências imprevisíveis.
O que está em pauta vai bem além de infrações pontuais à lei. É o Estado democrático de Direito que está sendo contestado, de dentro do próprio Estado. Não será com declarações que desafiam a lei, a ordem e o bom senso que problema dessa magnitude será resolvido. A lei precisa ser e será cumprida.
A posição da CNA a respeito das demarcações de terras indígenas é conhecida: total respeito às decisões da Justiça, em todas as suas instâncias. Essa é a orientação aos nossos associados. Queremos a paz no campo, o que só virá com segurança jurídica e respeito ao direito de propriedade. E ainda:
1.     imediata suspensão dos processos de demarcação em curso até o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal dos embargos de declaração contra a decisão em que foram fixadas as condicionantes no caso Raposa Serra do Sol, para que todos os Poderes tenham uma orientação única sobre os procedimentos de ampliação ou criação de terras indígenas;
2.     revalidação da Portaria AGU 303/2012, com aplicação obrigatória das 19 condicionantes do caso Raposa Serra do Sol, enquanto o STF não julga os recursos pendentes;
3.     indenização não apenas das benfeitorias, mas também das terras legalmente tituladas tomadas dos produtores rurais.
A CNA apoia a iniciativa de construção de uma nova política indigenista, submetida não apenas à Funai, mas também a outros ministérios e órgãos do governo federal. É inconcebível que questão deste porte fique ao arbítrio de um único órgão, aparelhado por uma militância associada a objetivos ideológicos e comerciais, alheios ao interesse nacional.
Brasília, 5 de junho de 2013
SENADORA KÁTIA ABREU
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)“


"NÃO HÁ O QUE NEGOCIAR COM OS ÍNDIOS, MST E OUTROS BANDIDOS INDUSTRIADOS PELO PT QUE INVADEM PROPRIEDADES PRODUTIVAS E ALHEIAS. É CUMPRIR A LEI E PRONTO! INVADIU O QUE NÃO LHE PERTENCE, PONHA-SE NA RUA, OU, NA CADEIA. FALEI E DISSE!" Walmir Battu

terça-feira, 28 de maio de 2013

FELICIDADE NAS PEQUENAS COISAS

Como muitos sabem, sou médico cirurgião vascular. Como tal, atendo muitos pacientes com vários problemas relacionados à circulação sangüínea. O grosso de atendimento de um cirurgião vascular, invariavelmente, são pacientes com varizes. Atendemos desde pacientes com varizes em estado avançado, com ulcerações em pernas, flebites e tromboses, até pacientes com pequenos vasos superficiais (telangiectasias) de cunho puramente estético. 
Puxando a questão, até que ponto as queixas e problemas estéticos são realmente "apenas estéticos" e não se configuram problemas de saúde também? Muitas pacientes chegam no consultório queixando-se que não colocam uma saia ou uma roupa mais curta pois tem vergonha das pernas. Algumas chegam a relatar que não se despem na frente de seus companheiros para não lhes expor suas pernas. Praias, piscinas, clubes, são locais "proibidos" para outras... Fugindo um pouco da minha área, aquela moça completamente retraída que evita sair para a "balada" e usar roupas mais decotadas, pois seus seios são muito pequenos; ou aquela pessoa que desde os tempos de escola sempre recebeu apelido de "Dumbo" em decorrência de suas orelhas de abano; ou ainda, quem tem um nariz torno ou muito grande e recebe apelidos jocosos, retraindo-se por tal. Não seriam todas estas pessoas doentes? As questões que lhes causam incômodo, por mais que sejam estéticas, do ponto de vista de saúde, geram transtornos psicológicos e, sendo assim, não poderiam ser encaradas como doenças, também?
Mas voltando ao que me levou a escrever este texto, o fato foi algo ocorrido com uma de minhas pacientes. Não vou citar seu nome, pois não viria ao caso; mesmo também, que não pedi sua prévia autorização.
A moça em questão procurou-me em meu consultório em meados de 2012 com queixa de dores nas pernas devido a calibrosas varizes que possuía. Não obstante as dores, tinha também muita vergonha de suas pernas, o que de certa forma a obrigava a "escondê-las" com roupas compridas, apesar de sua beleza e de sua pouca idade de 23 anos. Fizemos exames diagnósticos e preparatórios e, em dezembro do mesmo ano, realizamos sua cirurgia para ressecção dos vasos varicosos. Nos retornos pós-operatórios, apesar de estar contente por não apresentar mais varizes e ter melhorado a estética de seus membros inferiores, ainda apresentada dores e edemas (inchaços) dos mesmos. Repetimos o EcoDoppler (exame de ultrassonografia para estudar circulação do sangue) que evidenciou refluxo em veias profundas das panturrilhas, popularmente conhecido como "varizes internas". Esta é uma condição relativamente frequente e cujo tratamento é iminentemente clínico, sem uso de cirurgias. Assim procedemos, prescrevendo meias elásticas medicinais e medicações para estimular a circulação venosa. Poucos dias atrás, ela retornou para uma consulta. Estava radiante e nem parecia a mesma mulher de poucos meses atrás! Relatou-me muito emocionada que o tratamento dera certo, que não havia mais dores ou edemas e que suas pernas estavam belas, motivo pelo qual já não tinha mais vergonha de as mostrar. Contudo, o que a deixava mais feliz e pelo que ela estava mais grata a mim, era o fato de poder ter calçado um sapato de salto alto e usado um vestido pela primeira vez depois de 5 anos, sem ter medo da dor ou vergonha de mostrar as pernas, coisa que fez dias antes quando fora convidada para um casamento.
Aí eu levanto a questão: que relevância pode ter usar um vestido ou calçar um sapato de salto? Depende... Para muitas pessoas pode não ter importância alguma. Mas para aquela minha paciente, importava muito, sim! Tratar seu problema de saúde e estético possibilitou a ela realizar coisas que não fazia, a usar roupas e calçados que não usava, a ser uma pessoa diferente, a ser mais mulher e senhora de si... a ser feliz!
Não precisamos de casas luxuosas ou de carros importados. Não precisamos de muito dinheiro ou de sucesso. Não precisamos que os outros nos aplaudam, papariquem e nos invejem. Não precisamos de nada grandioso para sermos realmente feliz. A felicidade está em quem somos, no que fazemos e não naquilo que temos. A felicidade está em pequenas coisas, não nas grandes...
A felicidade no pequeno ato de usar sapato de salto alto!

Abraços Fraternos
.´.